sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Amor é um drama

"Não existe nada que, mais do que o amor, ocupe sobre a superfície da vida humana maior espaço, e nada existe que, mais que o amor, seja tão desconhecido e misterioso. A divergência entre o que se encontra na superfície e aquilo que é o mistério do amor – eis a fonte do drama. Esse é um dos maiores dramas da existência humana. A superfície do amor tem sua corrente própria, rápida, cintilante, susceptível de modificar-se. É um caleidoscópio de ondas e de situações cheios de fascínio. Essa corrente por vezes se torna tão vertiginosa que arrebata as pessoas, homens e mulheres. Convencidos de que alcançaram o sétimo céu do amor, nem sequer de leve o tocaram. São felizes por um instante, quando crêem ter chegado aos confins da existência, e terem arrancado todos os véus, sem qualquer resíduo. Sim. Na verdade, na outra margem não restou nada, depois do êxtase não ficou nada, não há mais nada. Não, não é possível terminar assim! Ouça-me, não é possível. O homem é um continuum, uma integridade e continuidade – portanto não pode permanecer um nada."

"A Loja do Ourives", teatro - fala do segundo ato.
Andrzej Jawien (pseudônimo de Karol Wojtyla, futuro João Paulo II) - 1960

2 COMENTÁRIOS:

Anônimo disse...

Oi, Gabriel!

Amo seu blog, obrigada por escrever coisas tão vivas e preciosas.Saiba que esperei tanto pelo texto que tu plublicaste em abril.
Abraços!

Uma fiel leitora do humanando.

Gabriel Resgala disse...

Olá amiga!

Obrigado pelo carinho... e pela fidelidade ;)

Um grande abraço, fique com Deus!